Cerca de 80 pessoas participaram, nos dias 17 e 31 de maio, de encontros que marcaram o início simbólico de um novo capítulo para o bairro Geneciano, em Nova Iguaçu. Moradores, lideranças comunitárias e integrantes do Cultura na Faixa se reuniram para compartilhar ideias, desejos e expectativas sobre a futura unidade do projeto, que será a segunda casa do projeto na Baixada. Os encontros fazem parte do processo de Escuta Comunitária do projeto.
O território, marcado pela ausência de políticas culturais voltadas à juventude, receberá a nova sede como resposta a uma demanda antiga da comunidade. Para Wallace Santos, coordenador da unidade, o Cultura na Faixa chega com o propósito de ampliar horizontes e fortalecer o protagonismo juvenil. “O projeto chegou aqui para que a gente possa tirar os jovens da rua, trazer para uma realidade diferente, dar protagonismo para cada um deles. A gente quer fazer isso crescer e florescer dentro deles”, afirmou.

Mais do que desenvolver habilidades artísticas, as oficinas culturais oferecidas pelo projeto funcionam como ferramentas de transformação pessoal e social. “A cultura te dá um caminho para crescer. Talvez o jovem não queira seguir exatamente a atividade que praticou – seja circo, música ou qualquer outra –, mas ele passa a enxergar possibilidades. Os instrutores transmitem essa visão”, completou Wallace.
Maju dos Santos, de 21 anos, participou de uma das escutas e vê no projeto um potencial de impacto direto na vida da comunidade. “Minha expectativa com o projeto é que ele ajude muitos jovens. É uma coisa bacana de ter dentro do bairro, porque isso ajuda muito os jovens a saírem da rua e estarem em um espaço de ensinamento”, disse.
O Cultura na Faixa é um projeto da ONG Se Essa Rua Fosse Minha (SER), realizado por meio de convênio com a Transpetro. A nova unidade no Geneciano reforça o compromisso com o acesso à cultura como ferramenta de transformação social e construção de futuros possíveis para a juventude periférica.
Sobre o Cultura na Faixa
O Projeto Cultura na Faixa é uma iniciativa sociocultural e educacional voltada para comunidades situadas nas faixas de dutos da Transpetro, na Baixada Fluminense (RJ). Seu objetivo é fortalecer vínculos comunitários, promover a convivência em grupo e prevenir situações de risco social, criando espaços seguros e colaborativos. Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, o projeto promove cultura de paz e desenvolvimento comunitário, ampliando seu impacto por meio de parcerias com a sociedade civil e o setor privado. Cada área atendida conta com uma base de apoio comunitária, garantindo presença fixa e reforçando o sentimento de pertencimento junto à comunidade.




